Durante o processo de avaliação, é importante que o professor comunique regularmente com o aluno e o informe sobre os objectivos de aprendizagem e sua consecução. Em níveis de escolaridade mais baixos, o requisito de as avaliações serem descritivas, informativas e comparativas deve ser tomado em linha de conta. É a função do professor fornecer feed-back constante para que o aluno regule o próprio processo de aprendizagem e para colectar informação para a sua própria prática profissional. Neste caso, o uso das escalas pode ser decisivo, uma vez que o aluno do 5 ou 6 anos reconhece itens e dissolve toda a ambiguidade. Assim, a compreensão de atitudes ou níveis atingidos, deve ser usado como instrumento de avaliação e auto-avaliação.
O PROBLEMA A escola portuguesa depara-se com grandes desafios. O principal é vencer o ensaio de destruição do Estado Social em curso e, com ele, a proposta de um sistema de ensino público e universal. Vive-se uma crise do capitalismo e da sua expressão social-democrata, sujeita ao absolutismo das posições neoliberais que pretendem derrotar as formas sociais saídas do pós-guerra sob a falsa bandeira da liberdade de escolha. A escola pública está sob ataque e, com ela, a profissão de docente. Essa investida manifesta-se, em primeiro, através da publicação dos rankings , forma dissimulada de exposição do privilégio social sob uma óptica mercantil, e que coloca escolas a competir com base em recursos desiguais; em segundo, na sobrecarga docente que, por um lado, intensifica o trabalho burocrático e, por outro, inviabiliza a contratação de quadros permanentes, necessários para a redução do número de alunos por turma e subsequente melhoria do processo de ensino-aprendizagem; em terceiro, com...

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