A escola e a sua dinâmica social estão pejadas de psicologia, a ciência do capitalismo e do individualismo, e menos de análise social. Como tal, a análise do conflito é autonomizada e isolada de um colectivo mais vasto. Pensa-se a turma e as interacções microssociológicas e esquece-se a estrutura, composta pelo meio social, a família e os problemas que ela possui. Na escola não se pensa a tensão que existe entre autonomia individual e o determinismo social, porque não se pensa a acção social. Os modelos contemporâneos de análise da acção dos indivíduos nas estruturas renunciaram às categorias centrais ao trabalho de Marx e Engels e seus estudiosos. Esta verificação, que tem explicação histórica e se encadeia com reconhecidas lutas epistemológicas, sedimentou-se em grande parte nas academias com a substituição do paradigma de análise marxista, assente na inversão hegeliana a favor de uma matriz de análise materialista, e estabeleceu-se na literatura compreensiva da organização científic...
Seminário de Prática Pedagógica (200 - Português, Estudos Sociais e História), ano lectivo 2024/2025, do Curso de profissionalização em Serviço, na UAB. Reflexões em torno da Didática da História e Geografia de Portugal (2º Ciclo do Ensino Básico)