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Mensagens

A mostrar mensagens de maio, 2025

A propósito do trabalho colaborativo

A questão inicia-se a pretexto do ensino diferenciado para alunos com dificuldades de aprendizagem, mas julgamos que podemos ir mais longe e pensar numa mancha horária que pegue nesta problemática e a solucione pela via da cooperação. Gonçalves & Trindade (2010) defendem que os professores devem possuir sensibilidade para entender que as características diferenciadas dos alunos exigem uma prática diferenciada, partindo da hipótese geral de que, ao diferenciar a pedagogia e o currículo, se promove o sucesso escolar de alunos com Dificuldades de Aprendizagem”  (Gonçalves & Trindade, 2010, p. 2063) . Tal posicionamento implica alteração na planificação e na didáctica. Os autores partem da base teórica do social-construtivismo, reforçando a importância da interacção e da proximidade no domínio do ensino e aprendizagem, tanto como valorizam o carácter reflexivo do professor na apreciação das circunstâncias concretas em que constrói a sua acção. A literatura informa que o insuce...

A propósito das didácticas específicas

O assunto da necessidade de encontrar especificidades na leccionação de conteúdos por áreas de conhecimento conecta-se à massificação do ensino, ao surgimento de questões de insucesso escolar e à compreensão e reflexão sobre as componentes sociológicas e psicológicas que condicionam o sucesso escolar. Desta reflexão saiu uma renovação das práticas, orientadas por uma epistemologia que passou a valorizar o processo de ensino centralizado na aprendizagem do aluno em detrimento da aula magistral centrada no professor. Anexa à didáctica, vem sempre a planificação. Segundo Maria Proença (1989, p. 177, “a planificação do ensino é uma necessidade decorrente da concepção do processo didáctico como uma acção cientificamente conduzida para alcançar determinadas finalidades educativas”. A posição do professor diante do currículo e da necessidade de aprendizagem constitui o acto didáctico, expressão da organização previa, estratégia e previsão, ou seja, da planificação que “será sempre o marco de ...

Escalas e Comunicação de resultados

Durante o processo de avaliação, é importante que o professor comunique regularmente com o aluno e o informe sobre os objectivos de aprendizagem e sua consecução. Em níveis de escolaridade mais baixos, o requisito de as avaliações serem descritivas, informativas e comparativas deve ser tomado em linha de conta. É a função do professor fornecer feed-back constante para que o aluno regule o próprio processo de aprendizagem e para colectar informação para a sua própria prática profissional. Neste caso, o uso das escalas pode ser decisivo, uma vez que o aluno do 5 ou 6 anos reconhece itens e dissolve toda a ambiguidade. Assim, a compreensão de atitudes ou níveis atingidos, deve ser usado como instrumento de avaliação e auto-avaliação. 

Reflexões de um professor precário diante da inovação pedagógica

O PROBLEMA A escola portuguesa depara-se com grandes desafios. O principal é vencer o ensaio de destruição do Estado Social em curso e, com ele, a proposta de um sistema de ensino público e universal. Vive-se uma crise do capitalismo e da sua expressão social-democrata, sujeita ao absolutismo das posições neoliberais que pretendem derrotar as formas sociais saídas do pós-guerra sob a falsa bandeira da liberdade de escolha. A escola pública está sob ataque e, com ela, a profissão de docente. Essa investida manifesta-se, em primeiro, através da publicação dos rankings , forma dissimulada de exposição do privilégio social sob uma óptica mercantil, e que coloca escolas a competir com base em recursos desiguais; em segundo, na sobrecarga docente que, por um lado, intensifica o trabalho burocrático e, por outro, inviabiliza a contratação de quadros permanentes, necessários para a redução do número de alunos por turma e subsequente melhoria do processo de ensino-aprendizagem; em terceiro, com...