O assunto da necessidade de encontrar especificidades na leccionação de conteúdos por áreas de conhecimento conecta-se à massificação do ensino, ao surgimento de questões de insucesso escolar e à compreensão e reflexão sobre as componentes sociológicas e psicológicas que condicionam o sucesso escolar. Desta reflexão saiu uma renovação das práticas, orientadas por uma epistemologia que passou a valorizar o processo de ensino centralizado na aprendizagem do aluno em detrimento da aula magistral centrada no professor.
Anexa à didáctica, vem sempre a planificação.
Segundo Maria Proença (1989, p. 177, “a planificação do ensino é uma necessidade
decorrente da concepção do processo didáctico como uma acção cientificamente
conduzida para alcançar determinadas finalidades educativas”. A posição do
professor diante do currículo e da necessidade de aprendizagem constitui o acto
didáctico, expressão da organização previa, estratégia e previsão, ou seja, da
planificação que “será sempre o marco de referência necessário para o professor
verificar até onde chegou e o que lhe falta ainda alcançar”
A didáctica responde à idiossincrasia do objecto e deve considerá-lo em associação ao curriculo escolar para dar coerencia à acção docente. Centrada na aprendizagem, procura estabelecer caminhos para a transferência do saber de uma forma correcta e apropriada ao aluno.

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