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AVALIAR É PLANIFICAR

 Avaliar é regular o processo educativo, usando procedimentos específicos para cada nível de ensino. Ali se mede a consecução dos objectivos educacionais, após a superação de momentos formativos e sumativos, a se avalia a adequação ao que foi planificado.

Porém, avisa Maria Cândida Proença, os objectivos gerais e os conteúdos não são bastantes para leccionar qualquer matéria. É indispensável prever o curso das aprendizagens e evitar o improviso, lesivo para a díade fundamental no processo de ensino-aprendizagem porque introduz a desconfiança, a apatia, o desânimo e o descrédito na relação. Assim, são necessárias três coordenadas básicas para estruturar as planificações: em primeiro, definir um esquema conceptual fundamental para o desenvolvimento das aprendizagens que age como um fio condutor; segundo, indigitar as capacidades a desenvolver pelos alunos; terceiro, enunciar os problemas sociais sob os quais se desenvolve a aprendizagem (Proença, 1989, p. 174). Ou seja, a autora censura qualquer posicionamento de imunidade docente face ao currículo e ao real, constituído, por sua vez, pelas circunstâncias históricas cujos elementos constitutivos são os alunos, o tempo e o espaço.

“A planificação do ensino é uma necessidade decorrente da concepção do processo didáctico como uma acção cientificamente conduzida para alcançar determinadas finalidades educativas” (Proença, 1989, p. 177). Ou seja, a posição do professor diante do currículo e da necessidade de aprendizagem constitui o acto didáctico, expressão da organização previa, estratégia e previsão, ou seja, da planificação que “será sempre o marco de referência necessário para o professor verificar até onde chegou e o que lhe falta ainda alcançar” (Proença, 1989, p. 178).

É nesta ocasião que surge a capacidade do docente para entender as condicionantes da sua própria planificação. Como esta obedece a esquemas conceptuais, a abstracções que conferem unidade aos conteúdos programáticos, cada unidade deve ter uma linha conceptual que deve ser partilhada e ensinada aos alunos nos seus termos e obedecendo à complexidade do tempo e do meio (Proença, 1989, p. 179).

No nosso ponto de vista, uma planificação a médio prazo deve ser privilegiada pelo docente. Deve ser cuidada e espelhar uma organização a longo e a curto prazo dos momentos lectivos. Ou seja, o plano de uma unidade didáctica deve fornecer a estratégia para cada aula ou grupo de aulas, deve explicar a linha conceptual que a rege, deve indicar os pré-requisitos que os alunos necessitam de possuir, deve clarificar os objectivos gerais e sua desmultiplicação em objectivos específicos, colocados em tabela e necessários para a elaboração futura de testes de avaliação. Além destes assuntos práticos, a planificação deve saber gerir e enunciar os conteúdos curriculares, apontar as estratégias de ensino, enunciar as actividades e os recursos necessários, e descrever os processos de avaliação e materiais usados na sua aplicação. Deixamos um exemplo, muito resumido.

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