A
ideia decorre da leitura e análise de um texto de Xosé Gonzalez (2002). O autor defende que as exigências disciplinares actuais
apontam para a necessidade do enfoque multidisciplinar, capacitado para
entender a complexidade social. Tal representa uma viragem metodológica de aproximação
ao objecto.
Esta posição enquadra-se no problema da aprendizagem a partir
dos comportamentos evidenciados pelos alunos com quem trabalha, e que descreve:
primeiro, a incompreensão das regras de civilidade básicas que resultam em
indisciplina escolar; segundo, a apatia, desinteresse e desvalorização da acção
de aprender, explicadas pelos problemas de relacionamento social e afectivo; terceiro
e último, o estudo mecânico, imune à compreensão da realidade social
Como tal, é necessário introduzir alterações nas didácticas
de forma a que o aluno descubra o subjacente que não assoma na realidade
superficial
a) as reflexões sobre o processo de avaliação, redigidas pelo docente e pelos alunos
b) a auto-avaliação, realizada a partir de uma reflexão individual que debate os critérios de avaliação e rubricas analíticas
c) as correcções dos elementos de avaliação
d) as explicações dos alunos a eventuais actos de indisciplina
e) as perguntas realizadas pelos alunos ao professor sob as finalidades da matéria
f) outro elemento que a comunidade de aprendizagem ache pertinente colocar
O recurso a um elemento móvel e manuscrito assenta nos seguintes pressupostos:
a) constituir um elemento de avaliação das práticas docentes
b) constituir um elemento de aprendizagem
c) desenvolver competências de escrita, argumentação, análise, reflexão e réplica
d) valorizar o livro e incentivar a leitura

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