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O sumário como plano de aula

Tem sobressaído a ideia de rigidez a propósito da prática das planificações, o que coloca os assuntos relativos à didáctica diante de fogo e condiciona a acção do professor. Das duas uma: ou se considera a variabilidade do contexto, comum na vida profissional de muitos professores que andam com a casa às costas, para criar planificações de raiz ou se valoriza o currículo e a sua aplicação universal e generalizada, correndo o risco de a planificação ser uma cópia reproduzida a cada ano lectivo que passa. 

Tomando em conta estas hipoteses, podemos discorrer sobre o currículo, espaço de decisão articulado em várias dimensões: a postura do professor e os objectivos da escola. Assim, planificar significa converter uma ideia num curso de acção ou seja, entender como se processa a construção de uma ideia e se transforma em prática. Ou seja, temos conhecimentos que devem ser articulados visando um propósito, prevendo estratégias, procedimentos de administração e de avaliação.

A planificação depende do modelo pedagógico e do modelo curricular, diz Zabalza: “estabelecer um plano significa, por um lado, traduzir uma relação com o programa e, portanto, com o currículo e, por outro lado, com as condições e características do contexto de aprendizagem” (Zabalza, 1994, p. 5). Voltamos ao ponto inicial: antes de planificar, é necessário observar a realidade e avaliar as condições existentes. A planificação deve ser feita de forma coerente, lógica, indicar as prioridades, deve fazer previsões e saber comunicar, tal como encaixar no contexto e partir dele, não ao contrário. Idealmente, porque a realidade da escola portuguesa não o permite porque o corpo docente é extremamente movel. 

No entanto, Zabalza defende que a planificação deve dar margem à criatividade e espontaneidade, conjugando-a com o movimento particular de cada aula. Como tal, poderá ser o sumário a planificação mínima? 

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