Eric Mazur é um professor de Harvard que, deparando-se com dúvidas sobre o processo didáctico, decidiu experimentar.
Na sua concepção, a educação é mais do que transferência de informação, é um processo em que se desenvolve um modelo mental que permite a assimilação dessa informação.
As suas propostas partiram de momentos de crise existencial sobre a sua correcção didáctica para o ensino da Física. Muitos dos alunos avaliavam-no negativamente e afirmavam que a suas aulas tinham pouco sentido. O que foi que fez? Antes de qualquer aula, eram sugeridas leituras que constituíam a base de posteriores problemas de aprendizagem motivadores de discussão colocados em sala de aula. Em termos de avaliação, fundamental para medir a eficácia da estratégia didáctica, percebe-se que o aluno mais persuasivo era aquele que fazia as leituras e compreendia a pergunta.
O mais importante do processo era que o aluno conseguisse explicar determinada questão ao colega melhor do que o professor, porque, afirma Mazur, "quanto mais se sabe sobre um assunto, mais difícil se torna explicá-lo, mais depressa se esquecem as dificuldades conceptuais (...) aprender não é necessariamente uma consequência de ensinar. Ensinar é apenas ajudar a aprender e é esse o meu papel enquanto professor".
E na didáctica da História e da Geografia?
Seria bom colocar os alunos a lerem textos e depois criar problemas para serem resolvidos. Dou apenas um exemplo: usar um texto de José Mattoso sobre a origem da nacionalidade permitiria, em primeiro lugar, fomentar a leitura de livro físicos, em segundo, abrir o espectro cognitivo dos alunos para a diversidade étnica e religiosa no tempo e espaço, em terceiro, promover o diálogo a aprendizagem a par.
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